Arquivo mensais:fevereiro 2017

A História da AMAP

A Associação foi fundada em 20 de setembro de 1999, como Associação dos Produtores de Maçã e Pêra da Região de São Joaquim, verificando uma necessidade de representação dos produtores e de anseios regionais dos produtores, onde teve como primeiro presidente o Sr. Giovane Rosa Oliveira, e diretores: Adair Mendes, Fumio Hiragami, Humberto Briguenti, Lauro Sato, Celso Yoshioka, Marcelino Furihata, José Itamar Boneti, Renato Sander e Luiz Gonzaga Ribeiro.

Em 31 de maio de 2004, após um período  sem atividades da Associação , foi aberta uma Assembléia Geral com a finalidade de aderir novos sócios e formação de nova Diretoria. A qual teve como presidente o Senhor Rogério Pereira e os Diretores: Antônio Carlos Anselmo, Salvio Rodrigues Proença, Carlos Alberto de Bem, Ricardo Alexandre Nunes Borges, Luiz Gonzaga de Souza, Jonas Alberto Zandonadi, Breno Bessa Cesar Dutra, Lucio Martins Nalepa, Volnei Donizete Nunes, Julio Cesar Waltrick, Atila Julian de Oliveira, Valter Mariano, Eudio Camargo de Andrade e Matuzalem Ioshpe. No dia 20 de Junho de 2004 foi aprovada a logomarca AMAP .

Em 03 de julho de 2006 foi reeleita a maioria da diretoria atual com o Senhor Rogério Pereira de Presidente e os Diretores: Antônio Carlos Anselmo, Salvio Rodrigues Proença, Marcone Camargo Barbosa, Marcelino Kiyoshi Furihata, Laurides Pedro Madeira, Carlos Alberto de Bem, Ricardo Alexandre Nunes Borges, Luiz Gonzaga de Souza, Jonas Alberto Zandonadi, Breno Bessa Cesar Dutra, Lucio Martins Nalepa, Volnei Donizete Nunes, Julio Cesar Waltrick, João Cesar Silveira, Edi Nicolau Correa, José Kauling Sobrinho, Marcelo Cruz de Liz, Jorge Amilton de Souza, Leandro Macedo e Evandro Proença de Sá.

OBJETIVOS:

                

 

I – Obter a representatividade dos produtores junto a empresas, para busca de preços justos para os produtores;

II – Atuar na relação produtor-comprador-mercado consumidor, para definir as exigências do mercado e os programas de qualidade, que estão sendo quesitos no processo de produção;

III – Divulgar os preços do produto, publicados através de Centrais de abastecimentos, Cooperativas, Supermercados e Empresas Compradoras;

IV – Pleitear junto às autoridades governamentais que, nos recursos obtidos para atividade, a garantia seja o penhor da safra ou o próprio investimento financiado;

V – Estabelecer convênios com instituições financeiras, escritórios de planejamento, farmácias, supermercados, agropecuárias e outros estabelecimentos comerciais para desconto nas compras efetuadas pelos produtores associados;

VI – Elevar o consumo do produto, mediante campanhas de marketing;

VII – Fiscalizar a qualidade e oferta do produto no mercado consumidor;

VIII – Instalar uma central de consulta de cadastro de empresas compradoras;

IX – Manter as valorizações da atividade a fim de elevar a auto – estima de produtor e sua família;

– Manter o produtor informado a cerca dos acontecimentos relativos ao comércio da fruta no Brasil e no exterior;

XI – Promover eventos profissionalizantes em parceria com outras instituições;

 

Hoje a Associação conta com 1318 associação da Região, onde destes 95% tem área de pomar até 5ha e 81% até 10ha.

 

AÇÕES IMPLEMENTADAS

            – Assinatura do TAC da Fruticultura

– Aumento do Subsidio Federal para o Seguro Agrícola

– Levantamento do preço da maçã nos grandes centros de comercialização do País

– Apoio a Festa da Colheita (Luizinho)

– Alteração nos Artigos 12 e 15 do Estatuto da entidade

– Intervenção para a regulamentação mais adequada da Lei dos Campos de Altitude

– Apoio e participação nos Senafrutis

– Participação nos diversos Dias de Campo

– Representatividade junto a ABPM

 

AÇÕES EM ANDAMENTO         

  • Cooperativa de Crédito
  • Participação nas reuniões sobre a Criação do Corredor Ecológico
  • Indicação Geográfica
  • Cursos Senar
  • Subsídio Estadual para o Seguro Agrícola
  • Balcão de Emprego
  • Criar Interposto de Armazenagem e Comercialização
  • Carteirinha AMAP para empregados dos fruticultores
  • Buscar o reconhecimento da AMAP, junto a Câmara Municipal de Vereadores, como entidade de utilidade publica.
  • O tribunal Regional Federal da 4ª Região proibiu o Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do Paraná de multar agricultores familiares por falta de agrônomos nas propriedades. A decisão liminar foi baseada na Lei no 326, aprovada em 24 de agosto de 2006. (Fonte: Agrol, 04/10/2006). A AMAP já esta se mobilizando para entender melhor dessa decisão e saber até onde vai sua abrangência.

 

 

História da Macieira em Santa Catarina e na Região Serrana

 

Em 1913, em um diagnóstico do Ministério da Agricultura sobre as condições de agricultura dos municípios do Estado de Santa Catarina, o Serviço de Inspeção e Defesa Agrícola do Ministério da Agricultura destacava que em São Joaquim encontrão árvores frutíferas, pessegueiros, macieiras, ameixeiras, marmeleiro e figueiras produzindo muito boas frutas.

No Estado de Santa Catarina, provavelmente em dos primeiros pomares a ser implantado foi o de J. Amaral, no município de Bom Jardim da Serra em 1940.

Na década de 50, na região de São Joaquim, observava-se a existência de pequenos pomares domésticos com maçãs conhecidas como “Pêro de Maio”. “Segundo Martins (Pesquisador da Epagri) em 1952, percorrendo os distritos de São Joaquim, Bom Jardim, Urubici, Urupema, as frutíferas de clima temperado vegetam ali quase em estado semi-selvagem, produzindo frutos, que equivalem em sabor, aroma e tamanho aos melhores do mundo.” O autor relato que pouco se sabe da origem e de como se deu a introdução dessas espécies e variedades, “muitas delas vivem naquele meio há mais de século, e outras há 25 e 30 anos.

Em São Joaquim, em 1968 eram plantadas 2000 mudas na propriedade de Rogério Campos , em 1969 mais 10 mil.

Na Estação de Pesquisas de São Joaquim as primeiras macieiras foram plantadas em 1942.

O desenvolvimento comercial da cultura da macieira inicio-se na década de 70, impulsionado pelo pioneirismo de alguns agricultores e apoio decisivo do Estado d Santa Catarina. Desse modo no ano de 1970, iniciou-se a execução do Profit, cujas metas naquela época previam um plantio, até 1975, de 3.150ha de macieiras. Este foi o marco decisivo para a implantação do negócio da maçã no Estado e no Brasil, cujo país passou da categoria de importador para exportador para várias partes do mundo.

Valorização da maçã – AMAP espera o preço da maçã já acima de R$ 1,70 o quilo

Preços podem variar entre R$ 1,70 a R$ 2,20 pagos ao produtor

A Associação de Produtores de Maçã e Pera de Santa Catarina a AMAP evidenciou nesta semana que o preço da maçã deverá ser em torno de R$ 1,70 a R$ 2,20 o quilo, já que estamos propensos a ter uma das mais qualitativas safras dos últimos tempos.

Segundo o levantamento de nível nacional o Brasil deverá produzir em 2017 cerca de 1.050.000 (um milhão e cinquenta mil) toneladas de maçã, mas dentro de um quadro conscientemente calculável deve-se acrescer a variação de 5% durante a safra, mais a perda de 8% durante a colheita e transporte, mais 7% durante o processamento e cerca de 10% de perda durante a estocagem e frigorificação.

A AMAP ainda informou que este soma chega em torno de 25% durante todo este processo. Cerca de 250 mil toneladas de maçã devem se transformar em maçã indústria.

O ano de 2016 foi um ano promissor para o desenvolvimento do fruto, mas o granizos castigaram diversos pomares em grande parte dos municípios de Bom Jardim da Serra, Vacaria e Fraiburgo.

Mesmo assim restam, no mercado, cerca de 750 mil toneladas de maçã, sendo destinado 70 mil para exportação, sobrando em torno de 680 a 720 mil toneladas de maçã fresca no mercado para o consumo dos brasileiros. Relatou a AMAP.

Para o Presidente da AMAP Rogério Pereira – Pirata a maçã 2017 terá um calibre maior e qualidade considerável para o ganho extra e valorização do fruto:

“Em termos de qualidade a maçã de 2017 é excelente, ela tem um calibre maior devido as chuvas torrenciais e o frio suficiente para seu crescimento. Eis a grande vantagem da altitude catarinense, pois temos um clima propício, um fruto consistente e com sabor excelente. Inclusive a região produtora está sendo privilegiada pela rede globo em propaganda espontânea atestando a qualidade e a potencialidade de nossa maçã… E tudo isto gera a grande especulação do mercado, temos a propaganda nacional do produto, a rigorosa qualidade do produto e a expectativa é que as empresas possam pagar diretamente em dinheiro ao produtor num valor equitativo para mais de R$ 1,70 o quilo da maçã” Revelou o presidente da AMAP Rogério Pereira.

Propaganda em mídia nacional e gratuita da produção de maçã durante os intervalos da rede globo – Clique na imagem para assistir

O Secretário-adjunto da Agricultura do Estado Airton Spies já havia, também, declarado que os preços devem se ajustar na próxima semana indicando que com uma safra melhor, os produtores de maçã terão uma remuneração maior.

AMAP enumera os desafios para 2017 na produção da maçã

Primeira reunião da Amap demonstra a força do produtor

Associação de Produtores De Maçã e Pêra De Santa Catarina – AMAP efetuou nessa semana a sua primeira reunião técnica com a nova diretoria e sob o comando do Presidente Rogério Pereira-Pirata.

A reunião contou com a presença dos produtores das principais localidade frutíferas da cidade de São Joaquim e também de Rio Rufino que destacaram detalhadamente as os desafios para 2017 no eixo setorial da AMAP.

De acordo com o presidente Rogério Pereira necessário – Pirata é necessário tornar impressionável a linha de produção de maçã de São Joaquim e Região no intuito de sensibilizar o governo sobre a importância de mercado que tem a maçã para o resto do país: -“É necessário sensibilizar o governo de que somos o maior produtor de maçã do Brasil e isto é indiscutível, é a nossa força de produção e a grande importância que temos para o mercado nacional” Destacou Pirata.

Entre os grandes desafios a serem enfrentados pela AMAP a partir de 2017 estão:

– A busca pelo desenvolvimento de novas moléculas para a produção de maçã, pois os fungicidas já estão perdendo seus efeitos

– A procura por novas tecnologias que possibilitem um melhor manejo da produção assim como a proteção dos pomares.

– Resgatar a auto-estima do produtor de maçã, como sendo o principal produto interno de uma economia já fortalecida.

– Uma luta implacável para a liberação dos seguros agrícolas.

– Negociação para novas modalidades de custeio.

– A busca pelo fortalecimento de uma representatividade política em todas as esferas.

– O requerimento para a melhoria das estradas do interior para o escoamento da safra.

– A busca para o aumento do preço de pauta da maçã que permanece baixo.

– A implantação dos pomos biodinâmicos aplicando uma nova tendencia de mercada para a maçã.

– Buscar métodos para combater a demanda criminal de pessoas que vem para São Joaquim trabalhar na colheita da maçã.

– Objetivar as mulheres para se integralizar na AMAP criando dessa forma diversos cursos de capacitação para os produtores e produtoras.

Por fim a AMAP também planeja visitar todas as localidades produtoras de São Joaquim e região para dialogar com os produtores e tomar conhecimento sobre as dificuldades e melhorias a serem implantadas no setor.